Mais de uma dezena de países participaram de um encontro que combinou pesquisa, cooperação institucional e atividades culturais para fortalecer a inclusão no ensino superior.
O V Congresso Ibero-Americano “Universidades comprometidas com a inclusão e o meio social: a luta contra a vulnerabilidade” foi concluído esta semana na Universidade Pablo de Olavide com um balanço altamente positivo, consolidando-se como um dos principais espaços ibero-americanos de análise, pesquisa e intercâmbio de experiências em inclusão universitária.
Ao longo de vários dias, pesquisadores, docentes, gestores institucionais e representantes de organizações internacionais compartilharam conhecimentos e boas práticas voltadas à construção de universidades mais inclusivas, acessíveis e comprometidas com a igualdade de oportunidades.

Uma universidade conectada com a sociedade
A mesa de encerramento concentrou-se nos princípios que devem orientar uma universidade socialmente comprometida. Os participantes concordaram que a instituição universitária não pode ser compreendida à margem da sociedade e que sua função deve transcender a formação acadêmica para se tornar um agente ativo de transformação social.
Durante o debate, destacou-se a importância de promover políticas de igualdade, fortalecer os mecanismos de apoio ao estudantado e avançar em modelos organizacionais que incorporem a inclusão como um eixo transversal da atividade universitária.
Também foi enfatizado que princípios como a não discriminação, a equidade e a permanência estudantil constituem elementos essenciais para garantir um ensino superior acessível e alinhado às necessidades sociais contemporâneas.
A pesquisa como motor de mudança: sessões científicas
O congresso dedicou um espaço de destaque à apresentação de comunicações científicas, permitindo compartilhar pesquisas e experiências desenvolvidas em diferentes universidades ibero-americanas.
O primeiro bloco foi coordenado por Remedios Benítez, da Universidade de Cádiz, e contou com as intervenções de María del Rocío Manzano, Rosario Caraballo, José Manuel Tobío e Natalia Savione.
O segundo bloco, por sua vez, foi coordenado por Lucía Alcántara, também da Universidade de Cádiz, e reuniu as contribuições de Óscar A. Martínez, Manuel Jesús Pérea, María García e Lucimar Rosa Dias.
Essas sessões permitiram divulgar resultados de pesquisa, gerar novas linhas de cooperação e enriquecer o debate acadêmico sobre inclusão, vulnerabilidade e ensino superior.

Novas alianças para impulsionar a cooperação universitária internacional
Um dos momentos mais relevantes do congresso foi a assinatura de diversos acordos de cooperação destinados a fortalecer o desenvolvimento de projetos conjuntos no âmbito ibero-americano.
Os acordos foram firmados entre a Cátedra Ibero-Americana de Educação em Direitos Humanos, Cidadania Crítica e Desenvolvimento Sustentável (CIEDH), representada por seu presidente, Carlos Martínez; a Associação Universitária Ibero-Americana de Pós-Graduação (AUIP), representada por Francisco Oliva, reitor da Universidade Pablo de Olavide e presidente da associação; e a União de Universidades da América Latina e do Caribe (UDUALC), representada por seu secretário-geral, Roberto Escalante.
Esses acordos fortalecem a cooperação entre instituições acadêmicas dos dois lados do Atlântico e abrem novas oportunidades para o desenvolvimento de projetos de pesquisa, formação e transferência de conhecimento.

Sevilha: cenário de convivência e intercâmbio cultural
Além das atividades acadêmicas, o congresso incluiu diversas iniciativas destinadas a promover o conhecimento mútuo entre os participantes e fortalecer os vínculos entre as instituições presentes.
Entre elas, destacou-se a visita ao Real Alcázar de Sevilha, um dos principais conjuntos monumentais da Espanha e Patrimônio Mundial da UNESCO, juntamente com a Catedral de Sevilha e o Arquivo das Índias. A atividade permitiu aos congressistas conhecer de perto um dos marcos históricos e culturais mais representativos da cidade.
Um encontro que projeta o futuro da inclusão universitária
O encerramento do congresso marca o fim de uma intensa semana de trabalho colaborativo, mas também o início de novas linhas de cooperação entre universidades, organismos internacionais e grupos de pesquisa comprometidos com a construção de um ensino superior mais inclusivo.


